cópia: Miranda e Boris estão tristes...

Queridos amigos e clientes, este é um desabafo de quem faz artesanato genuíno e, principalmente, com muita ética.

Vocês nos conhecem, sabem da nossa arte de brincar com tecidos.

Quase a totalidade das peças que produzimos são criações nossas e as poucas que não criamos são de domínio público, isto é, projetos abertos ao público em revistas ou vendas de apostilas, e mesmo assim ganharam nosso jeitinho PATATU. E não escondemos isso de ninguém: o que é nosso, é nosso, o que não é, não é. Adoramos criar, fazermos nós mesmos nossos projetos, ficamos grávidos deles para então fazer-los nascer de verdade!

É sabido que no nosso meio, infelizmente, existem as cópias. Não falamos aqui de nos inspirarmos quando vemos coisas bonitas, falamos de cópias mesmo. De pessoas que vêm até você, compram suas criações e levam pra casa com o propósito de copiá-las.

Já passamos por isso várias vezes, inclusive com pessoas de nome no paraíso do Patchwork, que levaram nossas peças, fotografaram e postaram em seu site e não deram o devido crédito, aceitando os comentários lá escritos como se fossem seus. Deixamos passar.

Mas agora ficamos realmente tristes. Temos amor pelo que fazemos, amamos profundamente nosso trabalho e temos dedicação total a ele. Cada peça nova é elaborada, criada com zelo, muito carinho mesmo. Cada detalhezinho é pensado, cada cor que usamos não é à toa, são “filhos” que fazemos nascer para que vocês possam adotá-los, levando para suas casas.

Todos são “batizados”, são únicos e especiais. Assim como a nossa Coruja Miranda e nosso Cachorro Boris. Duas gracinhas que nossos clientes e amigos conhecem a tempos.

Eles são PATATU, nascidos e criados aqui. Mas clonaram nossos bichinhos!

Foi por nossas mãos em nossa loja, em um evento que fazemos todos os meses aqui em Brasília, que Bóris e Miranda foram entregues a essa "artesã", embalados com carinho e facilitando o necessário para que os dois tivessem um lar bem gostoso.

Tamanha foi nossa surpresa quando amigos, vários por sinal, vieram até nós, indignados e igualmente tristes, nos dizer que as cópias dos dois se encontravam numa banca de artesanato em outra feira de Brasília, no final de semana de 5 e 6 /nov/11.

Estavam lá, os dois, copiados. Até aquela patinha que colocamos nas costas do Bóris e brincamos com os clientes e amigos que é peça assinada pelo próprio foi copiada, e acreditem, inclusive os tecidos. Se deram o trabalho de procurar os tecidos que se aproximavam, para não correrem o risco de combiná-los, o que para nós é arte fazer.

 

Ficamos decepcionados, essa é a verdade!

Amigos, a imaginação humana é sem fim, o espírito criativo é dom de Deus, e se é de Deus, é para todos, sem distinção.

Então é difícil constatar que seja mais fácil copiar, sem se importar com a prática da ética, transformando a arte em simples comércio.

Mesmo assim, continuamos acreditando no ser humano, acreditando que em todas as coisas existe uma infinidade de aprendizado, e que um dia essas pessoas encontrem a verdadeira alegria de poderem ver materializadas as coisas boas e sinceras que existem em seus corações. Isso é o que faz valer a pena! Garantido!!!

Desculpem o desabafo, mas penso que vocês nos entendem.

Recebam um abraço carinhoso de

Patrícia Mesquita + Fernando

"A arte começa onde a imitação acaba." - Oscar Wilde

PS: Em 14/nov/11, representantes daquela feira vieram até nós, hipotecaram sua solidariedade e informaram que eles próprios tomarão as medidas necessárias para não mais permitir que os peças sejam expostas e vendidas. Nossos sinceros agradecimentos aos dirigentes da mesma, por sua preocupação e ética. Um detalhe: nós nunca contatamos a direção daquela feira para reclamar, por entendermos que eles não tem responsabilidade pelos atos praticados por seus expositores. Foi uma iniciativa deles. Essa é a parte que falamos acima, de continuar acreditando na natureza humana. É uma prova que estamos certos.